sábado, 21 de julho de 2012

Olá a todos.

Agora que as férias estão aí (uns já começaram, outros não tardam), fica aqui um vídeo inspirador que me indicaram.

O MUNDO DOS LIVROS É MARAVILHOSO!

http://www.youtube.com/watch?v=2b8OX2BuebM

segunda-feira, 16 de julho de 2012



Agora que as férias já chegaram, não há desculpa!

Aproveitem o tempo e leiam um livro (pequeno ou grande). O importante é LER!

Boas Leituras!

segunda-feira, 19 de março de 2012


Calendarização

Horário
2ªfeira
3ªfeira
4ªfeira
5ªfeira
6ªfeira
9h30/ 11h00

5 dias, 5 livros
(todas as turmas)




5 dias, 5 livros
(todas as turmas)

Feira do Livro (BE)

Grandes livros, grandes autores – 12º ano (50´)
(Biblioteca Escolar)

5 dias, 5 livros
(todas as turmas)

Feira do Livro (BE)

Grandes livros, grandes autores – 11º ano (50´)
(Biblioteca Escolar)

Dia do PRE na BE
5 dias, 5 livros
(todas as turmas) Atividade Ulisses
(6º ano)
(Salão da Capela)
Leitura em voz alta em espaços públicos (09h30-11h00) – 10ºB

5 dias, 5 livros
(todas as turmas)
Workshop B. D.
(André Pacheco)
(inscritos) – Bibl. Esc.
11h20/ 12h50


Feira do Livro (BE)
Leitura em voz alta em espaços públicos (11h00-11h30) – 11ºB
Palavras ao Vento
(por toda a escola)
Grandes livros, grandes autores – 10º A (50´)
(Biblioteca Escolar)
Trava-línguas (12h05m)
– 5º ano
(Salão Capela)
Feira do Livro (BE)


Dia do PRE na BE

Manhã cultural
(8º/ 9º anos)
(Salão da Capela)

Workshop B. D.
(André Pacheco) (inscritos) Bibl. Esc.

Trava-línguas
(8º - 12h05-12h50)
(Salão da Capela)
14h00/ 15h30
Feira do Livro (BE)
GramaticAr-te (7º ano)
+
Contos ao contrário (7º A)
7º A, C e D (Salão da Capela)


Contos ao contrário (5º ano – 45’: 2 turmas)
A/ B – 14h00
C/ D – 14h45
(Salão Capela)

Atividade de articulação
4º ano – 11ºB
(BE)
Feira do Livro (BE) Grandes livros, grandes autores – 10º B (50´)
(Biblioteca Escolar)

Narrar Ciência (Rita Costa)
Trava-línguas
(7º A/ C e D - 14h00/ 14h45) – Salão Capela
Contos ao contrário (Pré-escolar) 14h

Trava-línguas (6º ano)
14h45
Dia do PRE na BE

Feira do Livro (BE)


15h45/ 17h15
Feira do Livro (BE)

Feira do Livro (BE)

Feira do Livro (BE)





18h


Palestra sobre ilustração infantil – Comunidade Educativa
(Biblioteca Escolar)


21h00/ 23h00



Palavras degustar

Concurso de Poesia "Faça lá um poema"

O júri analisou os poemas a concurso e eis os resultados, que já foram afixados:

2º Ciclo:
1º lugar - Maryane Araújo

"Vai em frente"


 Vai em frente

 Vai em frente

 Esquece os erros do teu passado;

 Ficarei cá

 Dar-te-ei a minha mão

 Só tens de ouvir a voz

 Do teu… coração.



 Não importa o sofrimento

 Não importa a desilusão

 Se te derrubarem levantar-te-ei

 Deste tenebroso chão

 Em cada pôr do sol

 Poderás então sorrir

 Porque aquele sonho esquecido

 Agora irás redescobrir



 Se te derrubarem

 Levanta-te

 Sempre com novas forças

 O teu desejo de glória

 Ir-te-á guiar…

 Adeus aos dias em que a dor

 Tomava tua mente

 Pois o que procuras

 Afinal está cá

 Em frente está o caminho

 Segue o teu destino

 Porque o teu lugar
 É aqui…


2º lugar - Maryane Araújo
"Desistirei dos meus sonhos…"


 Desistirei dos meus sonhos

 Afogá-los-ei juntamente

 Com os meus antigos sentimentos,

 No mar de ódio que criei

 Com todas as lágrimas

 Que em tempos derramei.



 Pois aqueles que deveria proteger

 Rejeitaram-me;

 Porque aquele sonho

 Tomou-se impossível de realizar

 Tornar-me-ei uma guerreira errante

 Uma humana sem sentimentos

 Coração de gelo cortante!





 Buscarei força na dor;

 Não repetirei os erros do passado;

 Não desenterrarei

 Os sentimentos

 Que outrora estiveram

 Na flor da pele

 Para não me magoar

 Mais uma vez!



 Não derramarei meu sangue

 Nem por mim nem por ninguém

 Não é fácil mas levantar-me-ei

 A cada nova manhã.



 Para quê me iludir mais?

 Para quê sofrer tanto?

 Eu já me dei conta

 Que o meu pior inimigo
 Sou eu!


3º lugar - Joana Machado

"A minha melhor amiga"


A minha amiga
Cheia de compaixão,
É uma veloz borboleta
Com o seu grande coração.


Quando olho para as estrelas
Vejo luzindo a sua cara.
É assim que não me esqueço
Que tenho uma prenda tão rara.


No escuro, bem na escuridão
Às vezes morro de medo
Mas o que me ilumina
É o seu coração.


Quando as minhas lágrimas escorrem
Ela vem logo enxugá-las
Só ela sabe o que dói
Ter de derrotá-las.


Ao sonhar…
Só sonho com uma coisa
Com a alegria, a emoção
Daquele coração…


Aqueles cabelos brilhantes
Aquela boca sorridente
Aqueles olhos viajantes
E aquele rosto reluzente.


3º Ciclo

1º lugar - Rui Reis


"Numa corrida contra o tempo"

Numa corrida contra o tempo,
Feita de percalços
Um assobio do vento
Seguindo todos os meus passos

Passa mais um minuto,
Uma hora, uma vida.
Cada vida é uma letra
Do meu bilhete de ida.


Ocasiões esquecidas, ocasiões lembradas
Atitudes sem importância, que mais tarde são recordadas
Notas suaves, agudas e graves
Mágoas são sujidade à espera que as laves.


O espírito deixa o corpo
Deixando-o a sós
Sofrimento é dor
Ressentido na voz.


Durante o dia sou limpo,
Durante a noite sou sujo.
Corro bem depressa
Mas de nada fujo.

 Ao fundo vejo a meta,
Mas será bom sinal?
A minha cabeça é uma caixa
Que só guarda o fundamental.


2º lugar - Gabriela Braz


"Ser diferente"
O que nos torna diferentes,
O que contraria a maré,
Só nos torna repelentes,
Reles, estranhos, sem fé.


A diferença, neste mundo,
É estranheza, deficiência,
É ter o crânio imundo,
De uma tal insuficiência,
Possuir o corpo vagabundo,
De desrespeito à ciência!


O ser autêntico, original,
Não teme dizer:
“Não me rebaixo, não me acanho!”
E distante do comum mortal,
Ignora a rotina, o habitual
Contraria sempre o rebanho.


As verdadeiras individualidades,
As que praticam quem são,
As que definem saudades,
As que sentem solidão,
As que ignoram banalidades,
As que têm coração,
A essas, ninguém lhes dá a mão!


2º lugar - Inês Henriques


"Ser criança"
É bom ser criança
É ter vida na mão,
Vivê-la sempre com um sorriso
Fazê-la girar como um pião.


Ser criança
É sonhar todos os dias,
É fazer o universo pequenino
É banhá-lo de alegria.


3º lugar - Nádia Matos e Raquel Campos


"O coração "
Duas horas te esperei
Dois anos te esperaria
Disse: devo esperar mais
Ou não vens porque ainda é dia?


Tens um livro que não lês,
Tens uma flor que desfolhas,
Tens um coração aos teus pés
E para ele não olhas.


Entreguei-te o coração
E que tratos tu lhe deste!
É talvez por estar magoado
Que ainda não mo devolveste...

Secundário

1º lugar - Laura Santos


"Arte"
Arte é vida...
viver a aprender,
aprender e viver,
com a experiência  vivida


Traços de um pincel
linhas de uma pauta
o som de uma flauta
ou a magia de um papel...


Palavras que escrevo,
notas que toco,
ambas as sinto...


Arte é um sentimento
e uma forma de argumento
nas telas que pinto...


2º lugar - Catarina Vaz


"Saber lutar"

Neste mundo sem destinos
Há sempre algo no caminho
Todos nos querem derrubar
Mas nós conseguimos aguentar



Tenta sempre, sempre lutar
Para mais tarde te poderes orgulhar
Das pegadas que ficaram
Pois na tua vida elas já passaram



Tu tens de saber amar
Acreditar e sempre lutar
Não podes desistir
Dos sonhos que queres seguir



Se pensas que não consegues
Vai sempre lutando
Mesmo que nunca ganhes
Felicita-te por teres tentado.



Quando perdes alguém que amas
Pensas logo que é o teu fim
Mas esqueces-te que para além da vida
Pode haver mais do que uma saída



É difícil quando discutes
Gritas com alguém que gostas
És sempre tu que tens de perdoar
Mas amanhã podes já não cá estar



Por isso, olha em frente,
Vê o mundo
Como ninguém vê
E olha mais profundo



Tem paciência
Até ao teu limite
Encontra a felicidade
E busca a verdade

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

                                                                                              Foto: Rui Palma
O Natal está a chegar!
Ficam algumas sugestões de leitura...

No entanto, a maior festa do ano, a maior alegria, era no Inverno, no centro do Inverno, na noite comprida e fria do Natal.
Então havia sempre grande azáfama em casa do Cavaleiro. Juntava-se a família e vinham amigos e parentes, criados da casa e servos da floresta. E muitos dias antes já o cozinheiro amassava os bolos de mel e trigo, os criados varriam os corredores, e as escadas e todas as coisas eram lavadas, enceradas e polidas. Em cima das portas eram penduradas grandes coroas de azevinho e tudo ficava enfeitado e brilhante. As crianças corriam agitadas de quarto em quarto, subiam e desciam a correr as escadas, faziam recados, ajudavam nos preparativos. Ou então ficavam caladas e, cismando, olhavam pelas janelas a floresta enorme e pensavam na história maravilhosa dos três reis do Oriente que vinham a caminho do presépio de Belém.
Lá fora havia gelo, vento, neve. Mas em casa do Cavaleiro havia calor e luz, riso e alegria.
E na noite de Natal, em frente da enorme lareira, armava-se uma mesa muito comprida onde se sentavam o Cavaleiro, a sua mulher, os seus filhos, os seus parentes e os seus criados.
Os moços da cozinha traziam as grandes peças de carne assada e todos comiam, riam e bebiam vinho quente e cerveja com mel.
Terminada a ceia começava a narração das histórias. Um contava histórias de lobos e ursos, outro contava histórias de gnomos e anões. Uma mulher contava a lenda de Tristão e Isolda e um velho de barbas brancas contava a lenda de Alf, rei da Dinamarca, e de Sigurd. Mas as mais belas histórias eram as histórias do Natal, as histórias dos Reis Magos, dos pastores e dos Anjos.
A noite de Natal era igual todos os anos. Sempre a mesma festa, sempre a mesma ceia, sempre as grandes coroas de azevinho penduradas nas portas, sempre as mesmas histórias. Mas as coisas tantas vezes repetidas, e as histórias tantas vezes ouvidas pareciam cada ano mais belas e mais misteriosas.
In Sophia de Mello Breyner Andresen, O Cavaleiro da Dinamarca,
Figueirinhas, Porto: 2004




“Eu queria ser Pai Natal”
Eu queria ser Pai Natal
e ter um carro com renas
para pousar nos telhados
mesmo ao pé das antenas.
Descia com o meu saco
ao longo da chaminé,
carregado de brinquedos
e roupas, pé ante pé.
Em cada casa trocava
um sonho por um presente.
Que profissão mais bonita
fazer a gente contente!
                           Luísa Ducla Soares

"Dia de Natal"
(…)
Dia de Confraternização Universal,
dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.
                                             António Gedeão
 
 

Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.
                             Fernando Pessoa

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Fernando Pessoa

Neste dia que se assinala o desaparecimento do poeta Fernando Pessoa (1888-1935), não quisemos deixar passar em branco e por isso cá ficam alguns dos seus poemas.

Sorriso audível das folhas
Não és mais que a brisa ali
Se eu te olho e tu me olhas,
Quem primeiro é que sorri?
O primeiro a sorrir ri.

Ri e olha de repente
Para fins de não olhar
Para onde nas folhas sente
O som do vento a passar
Tudo é vento e disfarçar.

Mas o olhar, de estar olhando
Onde não olha, voltou
E estamos os dois falando
O que se não conversou
Isto acaba ou começou?
                                                  F. Pessoa 1930



Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.
                                                  F. Pessoa 1933



Eu, eu mesmo...
Eu, cheio de todos os cansaços
Quantos o mundo pode dar. —
Eu...
Afinal tudo, porque tudo é eu,
E até as estrelas, ao que parece,
Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças...
Que crianças não sei...
Eu...
Imperfeito? Incógnito? Divino?
Não sei...
Eu...
Tive um passado? Sem dúvida...
Tenho um presente? Sem dúvida...
Terei um futuro? Sem dúvida...
A vida que pare de aqui a pouco...
Mas eu, eu...
Eu sou eu,
Eu fico eu,
Eu...
                                            Álvaro de Campos



"Para ser grande"

Para ser grande, sê inteiro: nada
      Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
      No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
      Brilha, porque alta vive
                                                 Ricardo Reis



"Passa uma borboleta"

Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
                                                   Alberto Caeiro



"Alentejo seen from the train"

Nothing with nothing around it
And a few trees in between
None of which very clearly green,
Where no river or flower pays a visit.
If there be a hell, I've found it,
For if ain't here, where the Devil it is?
                                                       F.Pessoa (1907)